— Estás a ver aquele tipo alto com a camisola do rangers? Aquele! Ontem estive a tirar fotografias com ele!
— É famoso?
— Não! Ontem o rangers jogou com o braga e estivemos a tirar fotografias.
(Ouvido na rua
— Estás a ver aquele tipo alto com a camisola do rangers? Aquele! Ontem estive a tirar fotografias com ele!
— É famoso?
— Não! Ontem o rangers jogou com o braga e estivemos a tirar fotografias.
(Ouvido na rua
cool use case of chatgpt work i heard last night:
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every morning for the drive to school, have it make a podcast that talks about one kid’s soccer game that afternoon, one kid’s upcoming birthday, some news, etc.
—Sam Altman no X (@sama)
O título é a resposta de Alex Hirsch (@_AlexHirsch).
Frank Dillane (Mike) faz um papel incrível, mas senti que o filme podia ser muito melhor. Em português “Urchin – Pelas Ruas de Londres”. Realizado por Harris Dickinson.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Se Eu Tivesse Pernas, Dava-te um Pontapé”. Realizado por Mary Bronstein.
☆ ☆ ☆ ½
Para mim, um dos protagonistas deste filme é a buzina do Lancia, só me ri. Em português “A Ultrapassagem”. Realizado por Dino Risi.
☆ ☆ ☆ ☆ ½
Já tinha visto, esqueci-me de registar pelos vistos. Realizado por Seth Holt e Basil Dearden.
☆ ☆ ☆ ½
Em português “Sonhos e Comboios”. Realizado por Clint Bentley.
☆ ☆ ½
Bastante perturbador com Grace (Jennifer Lawrence) sempre no fio da navalha e nós sempre à espera que algo mesmo mau aconteça. E não acontece nada de bom. Nos créditos finais, Love Will Tear Us Apart dos Joy Division, numa versão nua, cantada pela realizadora — uma surpresa. Em português “Mata-te, Amor”. Realizado por Lynne Ramsay.
☆ ☆ ☆ ☆
Continuo a gostar de um filme de espionagem, apesar da propaganda — o mau da fita é um indivíduo que se parece com Putin e o título (ainda mais em português), remete para uma Rússia comunista que já não existia há muito tempo no ano em que o filme se passa. Mas na América, a “opinião pública” é um trabalho de muitos anos. Em português “A Agente Vermelha”. Realizado por Francis Lawrence.
☆ ☆ ☆ ☆
Mesmo antes de sabermos o que se passa, as emoções andam descontroladas, mais tarde entra um pouco no dramalhão, mas mesmo assim gostei. Realizado por Jonathan Teplitzky.
☆ ☆ ☆ ☆
Realizado por John Cassavetes.
☆ ☆ ☆ ½
Realizado por Fleur Fortune.
☆ ☆ ☆ ☆
Em português (nem tanto) “Saint Amour”. Realizado por Benoît Delépine e Gustave Kervern.
☆ ☆ ☆
Em português (nem tanto) “Eyes Wide Shut”. Realizado por Stanley Kubrick.
☆ ☆ ☆ ☆
Realizado por Amat Escalante.
☆ ☆ ☆ ☆
Os anos passam e som continua a ser patético nos filmes portugueses, mas gostei muito da fotografia que estava uns furos acima de tudo o resto. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½
Gostei mais deste, mas mesmo assim não chegou ao almejado quatro. O hotel, na Curia, é uma das estrelas. Realizado por João Canijo.
☆ ☆ ☆ ½
Renate Reinsve (A Pior Pessoa do Mundo) é metade do filme, ou mais. Realizado por Halfdan Ullmann Tøndel (que é neto de Liv Ullmann e Ingmar Bergmann).
☆ ☆ ☆ ½
1958, 1962, 1984, 1999, 2011, 2016, 2018, 2023, 2024, 2025, alemanha, amat escalante, austrália, basil dearden, bélgica, benoît delépine, cinema 2026, clint bentley, dino risi, eua, fleur fortune, frança, francis lawrence, gustave kervern, halfdan ullmann tøndel, harris dickinson, ingmar bergman, itália, jennifer lawrence, joão canijo, john cassavetes, jonathan teplitzky, joy division, liv ullmann, lynne ramsay, mary bronstein, méxico, noruega, portugal, reino unido, renate reinsve, seth holt, stanley kubrick
A Anthropic destruiu milhões de livros para treinar o Claude, num projecto interno chamado “Project Panama”, revelado num processo judicial de autores que a empresa acabou por resolver com um acordo de 1,5 mil milhões de dólares em Setembro de 2025. Os documentos mostraram que a liderança considerava os livros “essenciais” para o treino — um cofundador disse que ensinariam os modelos a “escrever bem” em vez de imitar o “discurso de baixa qualidade da internet”. Mas não fica por aqui, um livreiro denunciou que existe a possibilidade de muitos dos livros destruídos serem muito raros (Futurismm, NL Times) — e toda a destruição, segundo o juiz William Alsup, enquadra-se naquilo que se pode denominar uso legítimo.
Mas há aqui uma contradição insanável que culmina numa pergunta inevitável: O que querem para o futuro da humanidade estas empresas de inteligência artificial de recursos ilimitados? Destruir livros, de propósito ou acidentalmente, nunca foi sinónimo de civilização e os EUA há muito que demonstram que a civilização não irá passar por ali, aliás ainda recentemente deixaram destruir a Biblioteca de Bagdad (na invasão de 2003) e está a decorrer a destruição de inúmeras bibliotecas no Irão, no bombardeamento de alvos civis — que só parece indiscriminado. São crimes de guerra debatidos nos programas nocturnos da Fox como entretenimento de horário nobre.
Em 1984 — de George Orwell —, havia o Ministério da Verdade, onde Winston Smith trabalhava, reescrevendo documentos, jornais, revistas, livros e registos históricos para os alinhar com a versão do partido, porque quem controla o passado controla o futuro; quem controla o presente controla o passado. Está a acontecer neste momento, textos atirados para os memory holes, pessoas e lugares apagados da história, como se nunca tivessem existido, unpersons.
É um processo rápido: a guerra do Irão não existe. Não passou pelo Congresso norte-americano e isso, em vez de ser a demonstração cabal de uma guerra ilegal, tornou-se a prova irrefutável de que a guerra não existe.
O livro provou o seu valor como unidade de conhecimento ao longo de séculos e milénios, a internet, os novos bárbaros julgam que é para sempre, mas não é. O conhecimento já perdido é gigantesco e nada garante que um cataclismo mantenha os servidores a funcionar. Perante o presente, as bibliotecas são cada vez mais necessárias e preciosas — e sim, a tecnologia pode ajudar não a destruí-las, mas a preservá-las.
— Pareces um doutor. Só queres dormir. Tu só queres dormir, comer e mais nada. Não queres saber de nada, fuodasse!
(Ouvido na rua.)